Agricultores revoltados com o governo e “empreiteiro mafioso” em Inhambane


 Cada regadio o empreiteiro cobrou milhões de meticais, só para colocar cimentos em cima de blocos, no regadio de Chilacua por exemplo foram dois milhões e setecentos meticais só para chapiscar alguns blocos que estão fora para enganar quem passa por lá.

Mesmo assim os blocos tidos como reabilitados, não conseguem escoar as águas do rio Chicamba, o que contribui para a fraca produção de vários produtos.

O problema arrasta quase três anos, sem solução à vista, os produtores desta baixa dizem ainda que o governo distrital através do Serviço Distrital de Actividades Económica (SDAE) numa visitou as obras, o que mostra profunda preocupação

 Contactos foram feitos para ver o problema resolvido, mas tudo foi fracassado até hoje, assim os produtores estão a abandonar a baixa recorrendo às zonas altas para a produção de mandioca, o que pode propiciar a ocorrência de fome no distrito, visto que as baixas são garantias de alimentação no distrito.


“A quem pode não perceber essa situação, mas é vida de famílias que está em jogo, aqui, estamos de qualquer maneira nesta baixa, foram três empreiteiros que vieram alegando que estão a reabilitar, mas nada foi feito se não o agravamento da situação nestes três anos só vieram levar o dinheiro, mas também não há coordenação entre os produtores e o nosso governo. O governo só veio nos apresentar o projecto de reabilitação e o empreiteiro fez o que entendeu e foi embora sem dizer nada e nós ficamos assim, depois só ouvimos que a obra foi entregue e nenhum dos produtores esteve lá”, disse Abel Gunnis, um dos membros da gestão da baixa


Já o, David Josias um dos maiores produtores daquela zona, refere que com a situação a vida dos agricultores baixou drasticamente e pede a intervenção do governo na solução do problema.


“O nosso trabalho está sendo difícil, os três empreiteiros só chegam a fazer cada coisa, acabamos não entender o que está acontecendo, os outros estão a abandonar essa baixa, devido às condições, quando chove toda a nossa semente vai com as águas, então pedimos socorro”, disse.


A senhora, Aurélia Diniz, descreve a situação com lágrimas na cara e diz que em casa só vive de mandioca com crianças.


“Trabalhamos de dia e noite para ver se conseguimos travar a água, mas não está sendo possível, aqui vive se de mandioca quase todos os dias”.


O Director do serviço distrital de actividades económicas em Massinga, reconhece a situação e diz que foi solicitada à empresa que fizesse a reabilitação dos três regadios para corrigir os erros que deixam os produtores sem nada de comer.


“O trabalho consiste na reabilitação dos principais canais, este trabalho consiste no revestimento dos canis e a reparação das comportas, contudo o trabalho feito não trouxe resultados desejados e como posicionamento do governo, vai notificar o empreiteiro na perspectiva de fazer a correcção, dos trabalhos que não correram a realidade do desejado”, disse Gonçalo Bata. (Armindo Vilanculos, em Inhambane).

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