Venâncio Mondlane apresenta novas medidas para os primeiros 100 dias, destacando paralisações às Sextas-feiras


 Estas novas acções foram delineadas após uma análise criteriosa de sugestões e críticas recebidas da população. O foco está na mobilização nacional, justiça social e redistribuição equitativa de recursos.

Entre as propostas apresentadas, destaca-se a iniciativa de paralisação nacional todas as Sextas-feiras, das 13h às 15h, para a entoação do hino nacional. Durante esse período, todos os moçambicanos são convidados a erguer cartazes que expressem suas visões e aspirações para o futuro do país. Mais tarde, às 21h, será realizado um acto simbólico com o toque de vuvuzelas e apitos, uma forma de reivindicar justiça e o cumprimento das medidas propostas. Mondlane ressaltou que esta medida visa unir a população e criar um espírito de moçambicanidade.

Outra acção simbólica é a introdução da palavra “Anamalala” como forma oficial de cumprimento nacional. Segundo Mondlane, este termo será um símbolo de identidade e unidade entre os moçambicanos, representando o poder devolvido ao povo e a construção de uma nova era de inclusão e solidariedade.

No campo económico, o candidato propõe a redução do custo do gás doméstico em 50%. Moçambique, com uma das maiores reservas de gás natural do mundo, enfrenta a contradição de ter preços elevados para os seus cidadãos. A medida visa alinhar os benefícios da exploração de recursos naturais com as necessidades básicas da população.

Mondlane também defendeu a gratuitidade de documentos de identificação, incluindo Bilhete de Identidade (BI), certidões de nascimento, cédulas pessoais e a emissão de cartas de condução. Este, argumenta que tais documentos são direitos fundamentais, e a isenção de taxas é uma forma de redistribuir a riqueza nacional.

Entre as propostas de maior impacto social está a reintrodução do lanche escolar gratuito nas escolas públicas, uma prática que já foi implementada no passado. Além disso, propôs isenções fiscais para pequenas e médias empresas no primeiro ano de actividade, para incentivar o empreendedorismo e impulsionar a economia local.

Mondlane enfatizou que a população deve se apropriar das medidas, sugerindo a disseminação do decreto presidencial em mercados, bairros e localidades, para garantir que todos os cidadãos estejam informados e mobilizados. Este, alertou que o descumprimento destas acções pelo governo liderado por Daniel Chapo, será considerado uma afronta à soberania popular.

Contudo, há que referir que durante uma entrevista exclusiva à CNN Portugal, Chapo já havia comentado sobre as medidas e deixou claro que as decisões do governo não serão tomadas com base em pressões externas ou ultimatos. “A implementação das medidas não vem do senhor Venâncio Mondlane. Isso tem de ficar muito claro”, afirmou

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