Cabo Delgado: Cristóvão Chume diz que houve falhas das Forças de Defesa nos últimos ataques
O ministro da defesa, Cristóvão Chume, considerou que o perímetro de segurança montado pelas Forças de Defesa e Segurança de Moçambique e do Ruanda falhou, o que permitiu aos grupos terroristas efectuarem os últimos ataques no distrito de Chiúre.
Segundo Chume, as novas investidas dos terroristas nos últimos dias foram desenhadas a partir do distrito de Macomia, em Cabo Delgado. “Como puderam aperceber-se acederam a Ancuabe, a Chiúre e destruíram habitações, bens da população, incluindo também mortes, e esta situação não pode deixar as forças de defesa e segurança satisfeitas”, explicou o governante.
Citado numa publicação da RFI, o ministro não revelou o número de mortos mas garantiu que as tropas estão no terreno para travar novos ataques e evitar nova vaga de deslocados. “Na acção que resultou no ataque dos terroristas em Ancuabe, e em particular em Chiúre-Velho, resultou mais ou menos no deslocamento de cerca de 11 mil a 12 mil pessoas, mas não são números que eu possa afirmar, com categoria, que possam ser certos, as autoridades locais estão a trabalhar.”
A partir desta quinta-feira os deslocados resultantes do ataque ao posto administrativo de Chiúre-Velho serão colocados em dois centros de acomodação na sede do distrito.
Além da questão securitária, a região está a braços com uma crise humanitária. A ONG Instituto de Psicologia Paz de Moçambique apelou a necessidade de mais fundos e meios técnicos para apoiar os sobreviventes da violência terrorista que grassa em Cabo Delgado desde 2017
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