Caiu o homem forte do Instituto de Aviação Civil de Moçambique (IACM). João de Abreu, foi “comandante absoluto” do regulador aeronáutico por mais de uma década. A exoneração, confirmada pela MBC TV, acontece no epicentro de um furacão de denúncias, suspeitas e investigações que sacodem o sector aéreo nacional.

João de Abreu já não é mais Presidente do Conselho de Administração do Instituto de Aviação Civil de Moçambique (IACM). O despacho de exoneração foi assinado por João Matlombe, ministro dos Transportes e Logística. A exoneração aconteceu na Quarta-feira (14), mesmo dia em que concedeu uma entrevista à STV, reagindo à polémica sobre as tarifas ilegais aplicadas a clientes pela empresa Linhas Aéreas de Moçambique (LAM).

Entretanto, lembre-se que em 2022 o Ministério Público acusou Abreu de gestão danosa, abuso de cargo, pagamentos indevidos e compras sem concurso público, incluindo impressoras avaliadas em milhões de meticais.

A transportadora aérea nacional, LAM, é investigada por corrupção, desvios e negócios obscuros. Entre as suspeitas, um suborno de 800 mil dólares pago pela Embraer para vender aviões à LAM e o aluguer de aeronaves fantasmas que nunca voaram.

Contudo, a dívida da LAM ultrapassa 40 milhões de euros, ameaçando a sobrevivência da Aeroportos de Moçambique (ADM), que já acumula capital próprio negativo.

Enquanto o comandante cai, três companhias estrangeiras se preparam para entrar no mercado moçambicano. Uma nova operadora, fruto da parceria Solenta Aviation–FastJet, aguarda apenas a luz verde do Governo.

O afastamento de João de Abreu pode ser o início de uma reviravolta histórica no sector aéreo moçambicano. Mas também pode abrir uma caixa-preta que muitos preferiam manter fechada

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