PGR deve investigar esquema de concurso público milionário envolvendo empresa associada ao Ministro da Agricultura
O porta-voz do Conselho de Ministros, Inocêncio Impissa, disse, ontem desconhecer um concurso público que, supostamente, favoreceu uma empresa associada do Ministro da Agricultura, Ambiente e Pescas (MAAP), Roberto Albino.
Neste sentido, escusou-se de tecer comentários, tendo afirmado, no entanto, que a Procuradoria-Geral da República (PGR) deverá actuar para apurar a transparência do concurso.
“Tomamos conhecimento que há uma empresa criada há quatro meses e que ganhou um concurso. Se está ligada ao Ministro ou não, não posso confirmar…, se calhar pode se comprovar depois. Não tenho os contornos concretos do processo. Não havendo transparência, por hipótese, o que se faz é, havendo este tipo de casos, quem deve investigar a questão em concreto é a Procuradoria, exactamente no quadro do funcionamento das instituições. A PGR poderá reverificar todo o processo para perceber até que ponto foi transparente. Não há nada até aqui que nos diz que não foi, até porque o júri foi criado para o efeito. Ainda bem que já houve espécie de uma denúncia que poderá levar a Procuradoria a actuar” disse.
Impissa se referia a um caso despoletado pelo Centro de Integridade Pública (CIP), no qual uma empresa criada quatro meses antes do lançamento de um concurso público, literalmente, com o objecto social do concurso público lançado quatro meses depois.
O concurso público de 130 milhões de meticais foi lançado pelo Instituto de Algodão e Oleaginosas de Moçambique. Esta instituição é tutelada pelo MAAP. O Ministro do MAAP é apontando como sócio de uma empresa que associada a alguns membros da família “Auade” criaram a empresa vencedora do concurso em apreço.
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