Cabo Delgado/Área 1: Braço-de-ferro entre o Governo e a TotalEnergies adiam retoma do projecto de gás natural
A petrolífera francesa TotalEnergies retomar o projecto de exploração e produção de Gás Natural Liquefeito (GNL), na Área 1 da Bacia do Rovuma, na província de Cabo Delgado, só em 2029.
A retoma está condicionada a novos acordos entre a multinacional e o Governo, tais que, segundo disse esta semana o CEO da TotalEnergies, Patrick Pouyanné, a serem acertados, vão determinar o levantamento oficial da “Força Maior” decretada em 2021 em Maputo.
Mas essa é uma má-nova informação que rema na contra-mão do optimismo que sempre pairou sobre a retoma do projecto, principalmente após o encontro entre o Presidente da República, Daniel Chapo, e Patrick Pouyanné, em Julho, em Maputo.
Apesar de ter sido a portas-fechadas, foi ventilada a informação de que o retorno estava previsto para Agosto passado, e que várias empresas subcontratadas já tinham sido contactadas para reorganizar-se e aguardar o sinal para pôr as mãos- a -obra.
Segundo o semanário, Canal de Moçambique, os franceses estão a jogar no ponto franco do Estado moçambicano – a escassez de recursos financeiros – para conseguir condições mais vantajosas para si, no investimento avaliado em cerca de 20 mil milhões de dólares.
Refere a fonte que a versão actualizada do projecto para a Área 1 engloba os custos não previstos que forçaram a declaração de “Força Maior” em 2021.
Segundo o jornal, o Governo de Chapo discorda dos novos condicionalismos para os franceses regressarem a Cabo Delgado, entendendo tratar-se de custos operacionais que não podem ter uma nomenclatura diferente, corresponde às fases subsequentes, independentemente da declaração de Força Maior.

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