Dois agentes da PRM mortos a tiro por garimpeiros em Montepuez

 

As vítimas são o Adjunto de Superintendente Elísio Selemane e o 2.º Cabo Renato Agostinho Ambrósio, ambos destacados em missões de segurança nas zonas de mineração da região.

Segundo informações confirmadas pelas autoridades, o primeiro caso ocorreu por volta das 10h40 do dia 15 de Outubro de 2025, na aldeia de Insiwe, quando o Adjunto de Superintendente Elísio Selemane, Chefe da Repartição de Reconhecimento e Inteligência, e efectivo do Comando Provincial da PRM de Cabo Delgado, afecto ao 7.º Regimento da Polícia de Fronteiras – Mueda, foi baleado mortalmente por populares e garimpeiros ilegais nas imediações da empresa Ruby Mining.

O oficial encontrava-se a cumprir funções como Delegado em representação do Comando Provincial da PRM.

Elísio Selemane nasceu a 2 de Fevereiro de 1980, no distrito de Maúa, província do Niassa. Ingressou nas Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM) em 15 de Agosto de 2001 e na PRM a 30 de Maio de 2008, onde desenvolveu uma carreira marcada pela disciplina e espírito de missão.

Pouco tempo antes, pelas 09h40 do mesmo dia, também em Montepuez, na aldeia de Nsewe, Posto Administrativo de Namanhumbir, ocorreu o assassinato do 2.º Cabo Renato Agostinho Ambrósio, Patrulheiro da 10.ª Subunidade de Intervenção Rápida (SUIR), igualmente afecto ao Comando Provincial da PRM de Cabo Delgado.

O agente encontrava-se no recinto da empresa Montepuez Ruby Mining, onde desempenhava funções de patrulha e manutenção da ordem pública, quando foi atingido por disparos de arma de fogo do tipo AK-47, também perpetrados por garimpeiros ilegais.

Renato Agostinho Ambrósio nasceu a 25 de Janeiro de 1991, no distrito de Macomia, província de Cabo Delgado. Era descrito pelos colegas como um agente exemplar, sempre pronto a servir com bravura e sentido de dever.

Até ao momento, as autoridades policiais não confirmaram a detenção de nenhum dos autores dos ataques, embora operações de busca e investigação estejam em curso nas zonas mineiras afectadas.

As cerimónias fúnebres dos dois agentes ainda não têm data, hora e local definidos. Em notas internas separadas, os comandos provinciais da PRM manifestaram profunda dor e consternação, apresentando sentidas condolências às famílias enlutadas e reafirmando o compromisso de “fazer justiça” perante o sacrifício dos seus membros.

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