“Escândalo sexual” abala Comunidade Mahometana

 Entretanto, devido ao escândalo que está a abalar a Comunidade Mahometana, o Administrador e Antigo Secretário, Mahomed Arif Omar pediu demissão do cargo, alegando questões de saúde. Em carta datada de 23 de Outubro de 2025 e dirigida ao Presidente da Comunidade Mahometana, Mahomed Salim Abdul Carimo Omar, o funcionário implicado no escândalo escreve o seguinte:

“Eu, Mahomed Arif Omar, administrador da Comunidade Mahometana e antigo Secretário, venho pela presente e para todos os efeitos apresentar a Vossa Excelência a minha demissão ao cargo de Administrador a partir de amanhã, dia 24 de Outubro de 2025, por motivos de saúde, conforme a explicação apresentada na reunião que tive no dia 22 de Outubro (…) quero, através desta agradecer a Vossa Excelência e a Direcção o apoio, colaboração que me foi dispensada durante o presente mandato, bem como aos colegas e colaboradores”, explicou Mahomed Arif Omar, Administrador Cessante e a figura em volta da polémica.

Ainda na mesma missiva, Mahomed Arif Omar, afirma que “para quaisquer esclarecimentos adicionais relacionados com o trabalho, estaria totalmente disponível”. Portanto, com a escalada da polémica, uma carta atribuída a família Arif Omar e dirigida à Comunidade Mahometana e à Sociedade em Geral, começa com um pedido de desculpas públicas “pelos actos recentemente atribuídos ao nosso familiar, cujas imagens e vídeos têm circulado nas redes sociais.”

“Reconhecemos que tais acontecimentos mancharam a reputação não apenas da nossa família, mas também a imagem e os valores que prezamos enquanto muçulmanos e cidadãos responsáveis na sociedade. Compreendemos que um pedido de desculpas, por si só, não repara os danos causados, nem apaga a dor, a vergonha e a decepção sentidas por muitos. No entanto, acreditamos que é o mínimo gesto de humildade e responsabilidade que podemos oferecer a todos – em especial aos membros e simpatizantes da Comunidade Mahometana, e à Sociedade em Geral, que têm acompanhado este caso com natural indignação”, justifica a família Arif Omar.

 Outrossim, a família refere que “nos últimos dias, temos assistido a várias tentativas de defesa por parte de amigos e conhecidos, alegando que os vídeos em circulação teriam sido produzidos mediante Inteligência Artificial ou manipulados digitalmente. Contudo, enquanto crentes em Allah (Subhanahu Wa Ta’Ala) e nos princípios de verdade, honestidade e arrependimento, não podemos compactuar com qualquer forma de mentira ou negação dos factos.”

A família explica que “Allah (Deus), na Sua infinita sabedoria, não se agrada daqueles que escondem a verdade. Por isso, decidimos assumir publicamente o sucedido, sem justificar o injustificável, mas com o propósito de lamentar sinceramente o ocorrido e reforçar o nosso compromisso com os valores da fé.”

“A família está em choque profundo. Ninguém estava preparado para enfrentar tamanha humilhação e exposição. As nossas palavras são de tristeza, arrependimento e reflexão, pois acreditamos que toda queda deve servir como um alerta para retorno ao caminho da rectidão e da moralidade”, afirma.

Relativamente ao “vídeo que mostra o envolvimento em actos íntimos no local de trabalho, queremos, mais uma vez, pedir desculpas a toda a sociedade, aos familiares das pessoas envolvidas e, sobretudo, à nossa comunidade religiosa, que tem sido injustamente associada a este episódio lamentável. Pedimos a todos que, neste momento delicado, respeitem o sofrimento da família e evitem a propagação de conteúdos que apenas ampliam a vergonha e o pecado.”

Contudo, a família pede que se “façam oração para que Allah conceda arrependimento sincero, perdão e orientação a todos os envolvidos, e para que este episódio sirva de lição de humildade e de temor a Deus para toda a sociedade”.

De referir que no vídeo em questão que se tornou no pomo do escândalo, o funcionário demissionário aparece fazendo actos sexuais com um homem igual, ou seja, homossexualidade, uma prática tradicionalmente proibida e condenada na religião islâmica e pelo Sagrado Alcorão, cujo em alguns países como Catar os envolvidos podem levar a uma pena até de 7 anos de prisão e na Arábia Saudita, Sudão ou Iémen e outras nações islâmicas contemplam a pena de morte como punição por esses actos.

No entanto, até ao momento a liderança máxima da Comunidade Mahometana em Moçambique ainda não reagiu ao escândalo apesar de várias tentativas não conseguimos colher a sua reacção e num momento que a foto em anexo que circula não é do implicado no escândalo, mas sim do Presidente da Comunidade Mahometana, o reputado advogado, docente, consultor jurídico e líder Mahomed Salim Abdul Carimo Omar.

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