Estudantes denunciam assédio sexual na Universidade Católica de Moçambique em Maputo
As denunciantes afirmam ainda que alguns docentes aplicam testes de avaliação com grau de dificuldade “super difícil” como estratégia para forçar as estudantes a cederem às suas exigências. De acordo com as estudantes, os professores chegam a fazer comentários desafiadores, como “Vamos ver…”, indicando a intenção por detrás da dificuldade das provas.
Além disso, mensagens com teor para além do académico enviadas por alguns docentes a estudantes são também relatadas. A Direcção da UCM confirmou à nossa equipa que, no ano passado, suspendeu um docente devido a práticas semelhantes.
“O caso que tivemos recentemente envolveu um professor que enviou mensagens a uma estudante com pedido de namoro. Graças a Deus não houve contacto físico. Retirámos o professor da turma da estudante e aplicámos um processo disciplinar imediato”, explicou Filomeno Rodrigues, adjunto pedagógico da UCM.
Quanto à alegação dos testes “super difíceis”, o adjunto pedagógico negou que tal prática seja comum, afirmando que essas queixas são manobras dilatórias de estudantes que não obtiveram sucesso nas avaliações.
Sobre as denúncias de assédio, Rodrigues explicou que a universidade possui um departamento especializado que trata destas questões e que, ao longo do ano, realiza palestras para incentivar as estudantes a denunciarem situações de assédio.
Por outro lado, numa conversa off the record, uma funcionária da universidade revelou que, em alguns casos, são as próprias estudantes que seduzem os docentes, e que as denúncias surgem quando as expectativas não são correspondidas.
Além das acusações de troca de notas por sexo, docentes da UCM também são apontados por supostamente aumentarem notas em troca de dinheiro, um assunto que, conforme o adjunto pedagógico, nos anos anteriores terminou na expulsão de alguns docentes.

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