Dívida Pública em alta: Governo de Nyusi ignorou regras do FMI e Banco Mundial

Segundo os dados do Tribunal Administrativo (TA), citados pelo semanário SAVANA, só nos primeiros quatro meses de 2024 o Executivo retirou do Banco de Moçambique cerca de 24.500 milhões de meticais o equivalente a 382,8 milhões de dólares para cobrir encargos do aparelho do Estado. Uma prática contraria a Lei Orçamental e viola compromissos assumidos com os parceiros internacionais, agravando a vulnerabilidade financeira do país.

O mesmo parecer do TA revela que a dívida pública atingiu, nesse exercício económico, 1.043.544 milhões de meticais (cerca de 16,3 mil milhões de dólares), o valor mais elevado de todo o quinquénio. O aumento explosivo da dívida interna foi o principal responsável por este cenário de desequilíbrio.

 Especialistas consideram que estes números refletem má gestão, falta de transparência e possível uso abusivo de recursos públicos, factores que colocam em causa a sustentabilidade das finanças nacionais e comprometem o futuro económico das próximas gerações.

Enquanto os moçambicanos enfrentavam um custo de vida cada vez mais sufocante, a elite política acumulava responsabilidades sem prestar contas, alimentando um ciclo vicioso de endividamento, impunidade e corrupção institucionalizada.

O relatório do Tribunal Administrativo surge, assim, como um alerta urgente para a necessidade de responsabilização política e criminal, reforço dos mecanismos de controlo e fiscalização, e promoção de uma nova cultura de governação ética e responsável capaz de restaurar a confiança dos cidadãos e dos parceiros internacionais em Moçambique. 

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